Telas de alta resolução nos entregam mundos prontos, onde a “única interação possível é o clique”. O imaginário coletivo está atrofiando. As famílias estão na mesma sala, mas em universos separados.
Somos uma recuperação do sentido ancestral da cultura. Na etimologia da palavra cultura (cultus) está o ato de cultivar e cuidar. Durante séculos, cultura significou nutrir a terra, a vida e os vínculos humanos. O Planeta Insano resgata esse princípio fundamental: entendemos cultura como uma prática viva de transformação coletiva.
A nossa mesa é o território. A massinha de modelar é a semente. Plantada pela imaginação e moldada por nossas próprias mãos, ela desperta um ecossistema onde a vida ganha forma. É para isso que o Planeta Insano existe: para ser habitado. Habitado por ideias, por encontros improváveis e por imaginários que se expandem quando pessoas se sentam juntas. Este mundo é um convite ao momento presente e à beleza de criar em conjunto.
Somos uma plataforma de Inovação Social que utiliza a mecânica de jogos para democratizar a criatividade e promover a saúde das relações humanas.
Ao fundir a acessibilidade do artesanato com a complexidade dos jogos modernos, o Planeta Insano revela-se um híbrido que dança entre mundos. Ele combina a alma vibrante e a emoção narrativa dos jogos temáticos (Ameritrash) à precisão estratégica e intelectual dos Eurogames de nível Expert. Dessa fusão improvável nasce uma plataforma de design aberto onde arte, experiência e criação coletiva alimentam um universo em constante movimento.
O Jovem, o avô e o gamer hardcore sentam-se à mesa com igualdade de potência. A massinha de modelar é a ferramenta de prototipagem rápida mais acessível do mundo, que pode ser produzida com facilidade utilizando uma receita doméstica simples.
As peças são forjadas pelas mãos dos participantes. Do gesto simples e poderoso de dar forma a algo novo, de transformar matéria em significado. Aqui, a experiência é um ato criativo e criar é uma forma profunda de presença. E toda criação é também cultivo: cultivo do imaginário, da escuta, da resiliência e da capacidade de convivência. Os jogadores (público) são participantes ativos (prossumidores) que criam valor cultural durante o jogo. Essa é a primeira regra.
Por trás do lúdico, opera um simulador comportamental sofisticado. O Planeta Insano fortalece a inteligência emocional, adaptabilidade, comunicação, criatividade e resiliência por meio de suas mecânicas. Competências essenciais para o século XXI.
O participante controla apenas 7 membros da sua própria espécie. A escassez ensina valor, prudência e estratégia. Perder uma peça não é apenas um dado estatístico, é a perda de sua própria criação. Um movimento errado custa um recurso que pode não ter volta.
Em um ambiente hostil onde “O Planeta Vence” se ninguém cooperar, as alianças deixam de ser opcionais e tornam-se ferramentas de sobrevivência. O jogo simula a tensão entre o interesse individual e a necessidade coletiva. Lidamos com a frustração e a beleza da reconstrução. Ensinamos que o fim de um ciclo é a origem de outro.
Diferente da economia tradicional, baseada na escassez e na obsolescência, nós operamos na lógica da economia criativa: a economia da abundância. Os recursos intangíveis, a criatividade, a imaginação e a colaboração, são infinitos e se multiplicam quanto mais são compartilhados. Por isso, no Planeta Insano as peças nunca “quebram”; elas permanecem funcionais, são transmutadas e continuamente reutilizadas. É a aplicação prática da economia circular na obra.
O projeto atua como uma plataforma para a Economia Criativa brasileira, convidando artistas, ilustradores e músicos a expandirem o universo do jogo através de suas próprias linguagens. Cada carta, mapa, trilha sonora, é uma oportunidade de expandir mundos através da arte. Um convite aberto para quem sente vontade de dar novas cores ao planeta, novos sons às suas paisagens, novas formas aos seus territórios e novas leituras às suas narrativas. Cada contribuição soma. Cada criação amplia. Nenhuma obra substitui outra. Todas coexistem.
Criar no Planeta Insano é compartilhar. É expor ideias, celebrar processos, reconhecer a autoria e a cocriação como forças fundamentais. E no centro desse mundo existe uma pergunta essencial:
Seria possível que um planeta pense ou deseje?
O Planeta Insano se comporta como um organismo. Ele responde às ações que acontecem sobre ele. Cada decisão gera consequência. Cada movimento altera o equilíbrio. Tudo está conectado por relações de causa e efeito que moldam o curso do jogo.
Em um mundo marcado pela pressa e pela fragmentação, o Planeta Insano convida ao encontro. Propõe o tempo vivido em conjunto, o olhar atento, a narrativa construída coletivamente e valoriza o artesanal, o consciente, o feito com intenção. Celebramos a criação como experiência.
O Planeta Insano existe para liberar o potencial criativo das pessoas e provocar reflexão sobre a relação entre vida, poder, equilíbrio e responsabilidade. Ele lembra que imaginar juntos é um ato de cuidado. Que criar é uma forma de convivência. Que mundos mais conscientes começam quando alguém escolhe evoluir.
O Planeta Insano é a prova de que a alta tecnologia humana é a imaginação.
O caos é a nossa matéria-prima.
A evolução é a nossa meta.
Que espécie você trará para este mundo?
Oi!
Conheci o trabalho de vocês e me identifiquei muito.
Sou ilustradora e trabalho com criação de personagens, atmosfera e storytelling visual. Meu processo é bem voltado a construir mundos e símbolos que carregam identidade e sensação, não só estética.
Acredito que meu trabalho pode conversar com o tipo de universo que vocês criam, então quis me aproximar e me colocar à disposição para possíveis colaborações.
Portfólio: https://fufunha.myportfolio.com/illustrations
Se fizer sentido, vou adorar trocar uma ideia.
Marcella
Salve, Marcella! Seja muito bem-vinda à nossa Órbita. 🪐✨
Ficamos super felizes em perceber sua identificação com o nosso propósito. O seu trabalho é cheio de personalidade nas atmosferas, criaturas e narrativas visuais que você cria. Conversa muito com a essência da nossa Órbita Criativa.
Vou te chamar no Instagram para trocarmos uma ideia sobre como os seus mundos podem se conectar aos nossos. Muito obrigado!